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Bem-vindos!!

segunda-feira, 9 de abril de 2018

O Holocausto foi o período mais tenebroso da história da humanidade, ouso dizer, e, ler sobre ele, não importando em qual gênero ou circunstancia, traz nas palavras ali escritas um pouco da carga emocional que foi aquela época.


Beco da Ilusão é um livro que fala da época do Holocausto, retratando a vida de uma jovem judia chamadaYidish que, assim como todo ser humano possuía um sonho, e foi esse sonho agregado ao seu amor pelobalé que lhe deu forças para manter-se lúcida em sua peregrinação pelos campos de prisioneiros nazista. Sua casa é invadida, queimada e ela e sua família capturados pelos nazistas na famosa noite dos cristais. Porém, seu destino, ao contrário do de sua família, não foi a morte, devido ao segredo que sua mãe confidencia a um oficial alemão, que passa a protegê-la.


Uma judia em pele de alemã passa pela guerra como uma criminosa - com identidade falsa, é claro - mas a salva das garras de Hitler. Ao passar alguns anos em um campo para prisioneiras, ela é levada para o complexo de Auschwitz para trabalhar em um puteiro - o Beco da Ilusão - e dali a seis meses servindo a oficiais e soldados alemães conseguiria a sua tão sonhada liberdade. Mas, o que ela não imaginava era que além de sua tão sonhada liberdade reencontraria o seu verdadeiro e único amor.



Um romance denso, tenso e envolvente narrado em primeira pessoa faz com que você se sinta na pele da Yidish por toda a leitura. Não sendo uma narrativa fácil de se ler mesmo ela te prendendo fortemente em sua história. Mallerey para escrever uma história fiel a este período precisou estudar com afinco para que o livro não parecesse uma ficção e, sim, uma história real de um sobrevivente do Holocausto, e não só obteve êxito como brincou com as palavras brilhantemente.






quinta-feira, 22 de março de 2018

Fantasia medieval é um gênero que não agrada a quaisquer pessoas. Mas, cara... Quando agrada, você gama!

Primeiro de tudo: para entender melhor a resenha, leia o resumo do livro 1 ali em cima. Segundo: a resenha pode conter spoilers do livro 1.

Em O segredo da caveira de cristal - parte 2, temos a continuação da peregrinação de Mongho, o jovem mago e melhor amigo do falecido rei Heian, e o destino dos 5 reinos. Sulco se consagrou rei e, de posse da caveira que controle o vento, decidiu sair um busca das demais, especialmente da caveira de cristal, que foi do pai de Mongho e que ele guarda sempre consigo.



Dividido em duas partes, na primeira o livro narra a saga de Mongho, Nadjra (na pele da gata muitíssimo especial Noha) e da criança batizada de Záyrha., que guarda um perigoso segredo e um grande poder em seu olho esquerdo. Tentando fugir do exército de Sulco, Mongho acaba atraindo diversos moradores sobreviventes das vilas estraçalhadas e dizimadas por Sulco. Decidido a ir até a floresta de Menfhis, mal sabem todos o que os aguardam pelo caminho.

Em nenhum momento de sua jornada, Mongho deixou de se preocupar e de procurar Zargus, o herdeiro de Heiland, que Sulco sequestrou.

"Se você é um mago, tem um mapa e uma mente forte para não se deixar levar pela loucura, então estamos seguros. A falta de um desses elementos durante a travessia nos levaria, na certa, para a morte."

A segunda parte do livro é marcada por uma longa passagem do tempo. Záyrha cresceu e se tornou uma moça benevolente, uma curandeira das ervas, conforme ensinamentos de Erha. Escondidos na floresta sob a guarda do poderio dos Menfhis e sua caveira de bronze, a Rebelião se erguia cada vez mais forte, mais inteligente.

Sulco, ainda tomado pela ganância do poder, continuou arrasando reinos. Imperador dos Reinos de Heiland, Drudtas e Hurgans, de posse de duas das caveiras mágicas, ele decidiu avançar sobre o reino de Vulcans, criar um exército com sua magia negra e massacrar a todos em seu caminhos. Zargus não é bem o herdeiro que Heiland precisa. Menos ainda o irmão que Záyrha gostaria de ter.



O que ninguém sabia e que se descobre depois é que Záyrha é fundamental. Ela é o pilar que molda a guerra, não apenas pelo poder que carrega, mas pelo amor que surge em seu caminho, pelo destino que a obriga e pelas escolhas que podem mudar tudo.

Gente do céu! Pensa em um livro bem moldado? SCC é lindo demais! Particularmente, gostei mais deste segundo livro do que o anterior. Acho que por ter o destino do mundo nas mãos de uma mulher ao invés de nas mãos de reis em guerra. Além disso, muito mais do que magia, o livro trata de escolhas. Destino existe mesmo? O tempo... ah, o tempo! É traiçoeiro...

"O ápice do poder é o trono. Há aqueles que querem protegê-lo. Há aqueles que querem tomá-lo. E há também aqueles que querem destruí-lo. Entre a guerra e a paz, diz-se que um povo livre irá sempre escolher a paz. Mas a próxima geração nunca teve essa escolha, embora respirassem os ares que uma falsa paz proporcionava."

A escrita da Mallerey é cadenciada, tem um ritmo próprio que faz com que você saia lendo, totalmente imerso naquele mundo, e quando percebe, o livro acabou. Para você foi um tempo muito curto, mas o seu relógio mostra que foram dias de leitura (só uns três... rsrs).

O final da história é espetacular. Não é o que se espera nem de longe, por isso mesmo, além de te dar aquela dorzinha do "poxa vida", te surpreende pela escolha da autora. Me surpreendeu muito mais porque não achei que a personagem teria tamanha força. Era uma escolha que eu própria não conseguiria decidir.


Mongho, que já foi consagrado herói no primeiro livro, só consolida sua posição. Contudo, neste volume, mais de um herói existe e cada um tem seu papel na história. Se eu falar mais dos personagens, entrego todo o ouro. O que posso dizer, com certeza, é que todos estão conectados de uma forma ou outra e de um jeito bem intrincado.

Sobre a parte física: a diagramação é segue o volume 1. Capítulos começando com números em fonte medieval, páginas amareladas, barra divisória simples, revisão ótimo, com poucos erros. A capa combina com o livro anterior, e é de uma representação quase perfeita. Descrição da capa #pracegover: com fundo preto esverdeado, representando um céu noturno, a capa possui duas imagens. A maior, em primeiro plano, é a metade direita de uma moça de mãos com dedos entrelaçados à sua frente, olhos verdes, semblante sério, cabelos e túnica vermelhos. Ao fundo, o castelo de Heiland, sombrio, com penumbras das luzes de muitas velas. O título está centralizado, tendo metade das palavras em cor dourada e a outra em branco. Uma espada substitui a letra T na palavra "cristal" e outra forma uma empunhadura em vermelho com a letra C de "caveira" Muito bem feita a imagem.


Para encerrar, tenho que agradecer à autora por mais um livro belíssimo! Mallerey se mostrou versátil, saindo do romance histórico dramático, passando pela fantasia medieval e agora lançou um chick-lit (doida para ler, já está no meu Gasparzinho).

Agradeço também à editora Mundo Uno por, além de ter me dado oportunidade de mais 6 meses de parceria, também me permitir ter acesso a grandes histórias de autores nacionais. Até o presente momento, não tive uma única decepção, tem as melhores revisões que já encontrei e é uma das parceiras mais queridas pelos blogueiros (pelo menos por mim!)

Pessoas, leiam! O livro mereceu todas as minhas bruxinhas! Quem se amarra em leituras fantásticas com reis e rainhas, bruxas, magos, elementos de poder, guerras, reviravoltas, destinos imprevisíveis e poderes cósmicos e fenomenais, simplesmente precisa ter esse livro em casa. Pra galera que quer dar uma conferida, digo logo: vale a pena!






quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

Por Maria Leite - Blog Pétalas da Liberdade

"O ápice do poder é o trono. Há aqueles que querem protegê-lo. Há aqueles que querem tomá-lo. E há também aqueles que querem destruí-lo.Entre a paz e a guerra, diz-se que um povo livre irá sempre escolher a paz. Mas a próxima geração nunca teve escolha, embora respirassem os ares que uma falta paz proporcionava."(página 119)

Quem acompanha o blog há mais tempo, talvez se lembre que o primeiro volume entrou para os meus favoritos, e que eu pude fazer um post de primeiras impressões sobre esse segundo volume e que fiquei ainda mais empolgada para lê-lo. Acredito que seja sim necessário ter lido o primeiro volume para realizar a leitura do segundo, mas tentarei não dar spoilers nessa resenha.

Fazendo uma pequena recapitulação para ambientá-los na trama, a história se passa num lugar onde havia cinco reinos, sendo Heilland um deles. Dois irmãos gêmeos disputaram a coroa de Heilland, e o resultado foi a ascensão ao trono do pior deles, daquele que trazia o mal dentro de si. Com isso, o mago Mongho teve que fugir, levando nos braços uma garotinha recém-nascida e uma gata, que não era bem uma gata. Eis que mais pessoas foram se juntando ao grupo do mago, tentando ir embora de Heilland para longe das maldades do novo rei.

"- Acredita em destino, mago? - Mongho parou, mas continuou em silêncio, observando o navio se afastar cada vez mais. - Ele tem um modo estranho de guiar as coisas... Não deixe que a vingança tome conta de você, meu caro. Nós dois sabemos que nada de bom pode resultar disso." (página 78)

Nesse segundo volume, descobrimos se Mongho conseguiu chegar a um local seguro junto com seu grupo de refugiados. Descobrimos também que a sede de poder do rei Sulco cresceu ainda mais. Há uma passagem de tempo, e Záyrha, a bebê que Mongho carregava nos braços, agora é uma jovem que terá um papel decisivo para libertar Heilland e os reinos vizinhos do mal trazido por Sulco e seus aliados.

"Se ficasse na floresta, corria sério risco de ser capturado pelos Menfhis ou pela Rebelião, e ser morto, ao ser julgado inimigo. A única esperança que via era encontrar a garota de cabelos vermelhos a quem devia a vida. Mas, quem era ela que possuía um coração tão puro a ponto de salvar a vida de um inimigo? E que poder era esse que surgira em seu corpo, que o tornara mais rápido e ágil do que Zargus?" (página 150)

O primeiro livro teve cenas que me tiraram o fôlego! E eu não sabia bem o que esperar desse segundo. E mesmo durante a leitura, não dá para prever o que acontecerá no próximo capítulo. É um livro cheio de surpresas, com toda certeza original. A escrita da autora continua fluida e ágil, sem "encheção de linguiça", ainda que isso nos deixe meio "cegos" em alguns momentos, curiosos para desvendar os acontecimentos.

"- Ser corajosos para empunhar uma espada é fácil, mas chorar requer muito mais coragem - murmurou ele." (página 241)

Sendo um livro de fantasia, há muita magia na trama. Também podemos revisitar os reinos que conhecemos no primeiro livro e descobrir mais sobre as características de cada um deles. A boa narração e descrição da autora nos permitem visualizar todos os lugares por quais passamos durante a leitura. Os personagens, incluindo os novos que são inseridos na trama, como Záyrha, Haizen e Zargus, ou velhos conhecidos como o senhor Barsack, continuam sendo bem construídos e com certeza vão surpreender o leitor.




A edição da Mundo Uno, como sempre, continua maravilhosa. Capa linda e condizente com a trama, páginas amareladas e lisas, diagramação com letras, margens e espaçamento de bom tamanho.

Enfim, eu gostei do volume final da duologia, mesmo que o primeiro continue sendo meu favorito por ter me causado ainda mais surpresas e emoções. Repito que a autora, brasileira, não fica devendo em nada se comparada aos grandes escritores de fantasia. "O Segredo da Caveira de Cristal" é grandioso, surpreendente, bem escrito e original. Ainda assim, meu coração de leitora não se encontrava preparado para se despedir de todo o universo criado pela Mallerey, e eu não reclamaria se esse segundo volume tivesse alguns capítulos a mais para que eu pudesse passar mais tempo conhecendo cada reino, a vida de Záyrha, de Mongho, de Nadjra, e as partes mágicas, como os Interceptadores. Mas para quem gosta de livros mais enxutos, que vão direto ao ponto, com certeza essa duologia será perfeita.



segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Por Suelen Fernandes - Blog Estante da Suh

Yiidish é uma menina de nove anos que está se mudando com a família para Belim, seu pai recebeu uma gráfica como herança de seu irmão e viu nessa ida para Berlim uma oportunidade de crescer e dar uma via boa para os filhos e a esposa. Yiidish estava animada e bem curiosa para conhecer outras pessoas e outro país.

Assim que chegou a Berlim Yiidish viu um teatro com vários cartazes que mostravam apresentações de Balé, a partir daí um amor nasceu entre ela e essa dança. Yiidish queria um dia poder dançar como todas aquelas bailarinas que ela via de forma escondida. Por causa desse amor ela conhece Anton que é filho do porteiro do teatro, a amizade entre os dois acontece de forma instantânea. Através de Anton, Yiidish conhece o primo dele chamado Erdmann, uma paixonite nasce entre eles mais não há tempo para que o amor amadureça, pois, coisas muito ruins vieram na vida dessa linda menina.

— Tudo o que a memória amou, já ficou eterno. E entre tudo o que você poderia ser para mim na vida, a vida escolheu torna-lo saudade... – A voz soa trêmula, suspiro ao deslizar os dedos sobre o recorte de jornal contornando o rosto de Erdmann.

Uma guerra estava se formando na Alemanha e os Judeus se viram encurralados e ameaçados, Yiidish não podia mais ir ao teatro, não podia nem sair na rua e isso se passou anos até que em uma noite os soldados Nazista invadem a sua casa e todos são levados para os campos de concentração, a partir daí tudo de ruim aconteceu na vida dessa menina, mas ela ainda teve ajuda de anjos para tentar salva-la dessa vida cruel e de uma eminente morte.

Rodopiava, rodopiava até cair sentada de tonta. Ria de satisfação para o céu que girava diante dos meus olhos. Nesse meu cantinho eu podia tudo, eu era tudo, até parar de rodar e voltar para a realidade estagnada. Sei que dessa maneira parecia estar construindo castelos de areia que seriam desfeitos com o mais leve sopro do vento, mas não podia evitar o prazer de criar asas e ser livre para voar.

A menina se viu amadurecer rápido e teve que renegar a suas origens para poder sobreviver, agora ela era uma alemã que cometeu um crime e que estava pagando por eles, seu nome foi mudado várias vezes e suas esperanças iam diminuindo conforme os anos iam passando. Mas Anton e Erdmann nunca a abandonaram e mostraram que cumpririam a sua promessa de protege-la até o final de suas vidas.

Gente eu não sabia nem como escrever essa resenha, me vejo em lágrimas escrevendo sobre essa história que me marcou muito. Ler esse livro e saber que muitas pessoas sofreram as mesmas atrocidades relatadas nessas páginas foi um choque e me fez chorar de tristeza, fiquei me perguntando como o ser humano pode ser ruim a tal ponto de tratar o seu próximo com frieza e sem um pingo de sentimentos.

Essa menina me mostrou como a vida pode ser ruim e como podemos dar a volta por cima de tudo que já sofremos, mas sem esquecer aqueles que deixamos para trás. Yiidish foi forte e determinada e nunca esqueceu sua família e seu grande amor, ela conseguiu vencer, mas para isso teve que passar por grandes traumas.


A escritora soube retratar uma época que o mundo quer esquecer, mas que nunca vamos conseguir. Uma história recheada de drama, amor, companheirismo, tristeza e realidade apesar de ser uma ficção.

Falando sobre o livro a capa é linda e retrata bem o enredo do livro. A diagramação é bem elaborada e os capítulos sempre começam com alguma citação de Adolf Hitler (o homem que eu passei a odiar com todas as minhas forças). As folhas são amareladas. A fonte do tamanho ótimo para leitura. A história é narrada na visão de Yiidish e um capítulo pela visão de Erdmann. A edição está linda e é de ótima qualidade.

Sei que essa resenha não vai fazer jus ao que esse livro representa na vida de um leitor, estou fechando o ano com uma das melhores leituras que já fiz na vida e que vai me marcar para sempre. Por isso convido ou até suplico a vocês que deem uma chance a essa história que vai te emocionar do começo ao fim.






quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Até aonde chega a intolerância dos pais
em relação a escolha sexual dos filhos?


Túlio desde criança sentia que era diferente dos outros meninos, por preferir brincar de boneca com suas primas, ao invés de jogar bola com os seus primos.

Essa diferença fica mais clara na adolescência quando se apaixona por um garoto de sua classe.
Revoltado consigo mesmo, cria uma redoma em volta e si, e se fecha em um mundo de aparências. Mas, quando entra para a faculdade, resolve se abrir com seus pais e os problemas aumentam, já que eles não aceitam a sua homossexualidade. 

Levado a fazer uma série de exames e a consultar com vários médicos, por acharem que ele está doente, Túlio se sente o centro de todos os problemas familiares e bola um plano para dar fim em sua vida. Porém, o que Túlio não esperava é o que o mundo dá voltas, e o destino traz para lhe fazer companhia nos últimos momentos de sua vida, seu primeiro amor.



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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

BECO DA ILUSÃO na Black Friday

Pedidos: mallereycalgara@hotmail.com


O Segredo da Caveira de Cristal na Black Friday 

Pedidos pelo email: mallereycalgara@hotmail.com